terça-feira, 3 de maio de 2016

Dilma quer antecipar eleição presidencial para outubro

  

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Dilma em ato pelo Dia do Trabalho em São Paulo: apoio a nova eleição cresce a poucos dias de votação no Senado (Agência O Globo / Pedro Kirilos)
BRASÍLIA E RIO — A derradeira semana antes de o Senado analisar o pedido de impeachment não terminará sem medidas drásticas. Ainda dispondo dos poderes de presidente, que perderá caso o processo seja aberto, Dilma Rousseff deve enviar nos próximos dias ao Congresso uma proposta de emenda constitucional que estabelece novas eleições em 2 outubro. Apesar da resistência de movimentos sociais, a ideia, defendida por um grupo de senadores, é encarada como a cartada final pelo grupo da presidente.
Dilma e ministros palacianos, como Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), concordaram com a ideia da eleição, mas a presidente ainda gostaria de conquistar o consenso dos movimentos sociais. Não há unanimidade entre os ministros, no entanto. Um deles defende que a renúncia seria a negação de todo o discurso de que o processo de impeachment é um golpe, adotado pela presidente até aqui.

Ao bunker do vice-presidente Michel Temer, que vem se preparando para assumir o cargo por 180 dias a partir do dia 11, quando o plenário do Senado decidirá o destino de Dilma, chegou a informação de que a presidente faria, na próxima sexta, um pronunciamento, em cadeia de rádio e TV, lançando a proposta de eleição direta. Ela renunciaria ao cargo e pediria a Temer que fizesse o mesmo. A reação do vice é taxativa: a chance de ele aceitar é nula.
— Seria fugir da responsabilidade. Essa, sim, é uma proposta golpista — disse ao GLOBO quando essa tese começou a circular, na semana passada.
O senador Paulo Paim (PT-RS), que integra o grupo defensor da antecipação do pleito, lembrou duas pré-condições: que ela e o vice-presidente Michel Temer renunciem e que o Congresso seja pressionado pelas ruas.
— Diria que no PT cresce o apoio, porque eu e os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Lindbergh Farias (PT-RJ) estamos apoiando. As pesquisas dizem que a população quer novas eleições. Se isso tudo for verdadeiro, que deixemos o povo eleger presidente e vice numa grande consertação — disse Paim.
O petista admitiu que hoje não há 3/5 dos votos para a aprovar uma PEC, ou seja, 308 votos na Câmara e 49 votos no Senado, em duas votações em cada Casa. Basta lembrar que Dilma obteve apenas 137 votos na Câmara e não conseguiu barrar o processo de impeachment.
— Percebemos que o impeachment está caminhando e decidimos no meio do caminho encontrar uma alternativa. Claro que hoje não tem voto. Sabemos. Só é viável se houvesse um grande entendimento entre Executivo e Congresso — disse Paim.
IMUNIDADE ESTENDIDA
Na última sexta-feira, o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, esteve com sindicalistas na capital paulista para “sentir a temperatura” desses movimentos em relação à ideia. Há resistência do MST, por exemplo.
Preocupada com o destino dos ministros mais próximos, que já estudam migrar para cargos nas administrações estaduais, a presidente programa um “colchão”. O governo vem formatando um documento legal para garantir salário e imunidade ao primeiro escalão durante o período que durar o processo no Senado. A ideia é que eles tenham quarentena de seis meses. A lei vigente hoje, de maio de 2013, já estende aos ministros a quarentena, antes restrita a diretores de autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. O texto não deixa claro, no entanto, se deve haver pagamento de salário nesse período.
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O afastamento do trabalho, segundo a lei, seria obrigatório para impedir que o ex-ministro atue na área que estava relacionada à sua atividade no governo. “As situações que configuram conflito de interesses envolvendo ocupantes de cargo ou emprego no âmbito do Poder Executivo federal, os requisitos e restrições a ocupantes de cargo ou emprego que tenham acesso a informações privilegiadas, os impedimentos posteriores ao exercício do cargo ou emprego e as competências para fiscalização, avaliação e prevenção de conflitos de interesses regulam-se pelo disposto nesta Lei”, diz o artigo 1º da chamada lei de quarentena.
Pelas regras, servidores obrigados a cumprir quarentena, não podem “prestar, direta ou indiretamente, qualquer tipo de serviço a pessoa física ou jurídica com quem tenha estabelecido relacionamento relevante em razão do exercício do cargo ou emprego”. Também não podem “aceitar cargo de administrador ou conselheiro ou estabelecer vínculo profissional com pessoa física ou jurídica que desempenhe atividade relacionada à área de competência do cargo ou emprego ocupado”.
A lei proíbe ainda a estes servidores “celebrar com órgãos ou entidades do Poder Executivo federal contratos de serviço, consultoria, assessoramento ou atividades similares, vinculados, ainda que indiretamente, ao órgão ou entidade em que tenha ocupado o cargo ou emprego”.
Fonte: O Globo 

Assaltos na zona rural de Vicosa do Ceara volta a assutar moradores


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Sábado e domingo foram registrados dois assaltos na zona rural de Viçosa do Ceara, o de sábado foi no localidade de Quatiguaba, segundo políciais, dois homens num moto Bros branca renderam um verdureiro da região, em sua própria casa e conseguiram levar mais de 20 mil reais, entre dinheiro e cheques.
O outro assalto se seu nesse domingo por voltas das 15hs:00, na localidade de Jaguaribe, próximo ao sítio Lagoa Seca. Dois homens em uma titan vermelha, renderam vários clientes em um comércio, onde conseguiram subtrair 8 (oito) aparelho celulares e uma quantia em dinheiro ainda não divulgada. Políciais militares da cidade dizem já terem alguns suspeitos desses crimes, mas acharam por bem, não divulgarem para não atrapalhar as investigações.
http://www.portaldaibiapaba.com/

Escola pública de Cocal dos Alves será a 1ª a conduzir a Tocha Olímpica


Aurilene Vieira de Brito, diretora da Escola Estadual Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves está entre os dez primeiros condutores do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016, pessoas que representam a excelência e a essência dos brasileiros. A chama Olímpica chega ao Brasil nesta terça-feira, 03, para uma jornada de 95 dias por mais de 300 cidades. 
O grupo ainda tem nomes como a bicampeã Olímpica Fabiana Claudino, o campeão mundial de surfe Gabriel Medina, o matemático Artur Ávila Cordeiro de Melo, condecorado com a Medalha Fields, e a menina Hanan Khaled Daqqah, de 12 anos, refugiada síria que vive no Brasil, percorrerá a parte inicial do revezamento na cidade.  
Aurilene Vieira de Brito enfrenta as dificuldades diárias de educar estando em um dos 30 municípios do Brasil com o pior do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ainda assim, a professora conseguiu colocar sua escola entre as melhores no Ensino Médio no país, ao vencer a defasagem educacional dos alunos e conquistar dezenas de medalhas em Olimpíadas de Matemática e Química. Aurilene sintetiza a determinação dos brasileiros e comprova que a educação é capaz de superar barreiras econômicas e regionais. Por isso, a escola é a primeira no país a conduzir a Tocha e sua representante é a 5ª da relação geral. 
Até 5 de agosto, dia da cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016, eles, como os 12 mil indicados, têm uma mesma missão: conduzir a Tocha Olímpica Rio 2016 para anunciar a chegada dos primeiros Jogos Olímpicos do Brasil e da América do Sul. A chama dos Jogos vai pedir passagem, gerar energia e contagiar o país e o mundo com o ideal Olímpico.
Da Editoria de Cidades 
cidades@cidadeverde.com